Como foi o Open Data Day Curitiba 2019

Como foi o Open Data Day Curitiba 2019

17 de abril de 2019 Open Data Day 0

O Open Data Day Curitiba 2019 foi realizado na sede Paula Gomes da FIEP. É uma sede que foi reformada para virar um centro de treinamento e este foi o primeiro evento realizado após a reforma. Foi um evento gratuito, e neste ano, com duas parcerias importantes para o sucesso do evento: Open Knowledge Foundation com um mini grant de US$ 300 para o qual submetemos uma proposta e fomos selecionados, e DePropósito Comunicação de Causas, da Ester Athanásio que cuidou da nossa divulgação.

Abertura do Open Data Day 2019

O ODD Curitiba 2019 teve 61 pessoas participando, em 4 salas e assistindo as palestras no auditório. A programação de palestras contou com a colaboração de 11 convidados que falaram 15 minutos com o público, nos assuntos acesso e reuso de dados científicos, dados abertos de gastos públicos em formatos acessíveis, ciência aberta: Repositório de dados científico de pesquisa, Mapeamento colaborativo, Educação aberta e tecnologia educacional aberta, Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados, Sistemas de informação para transporte público, Uso da metodologia de City Information Modeling para o planejamento urbano, Transparência e controle social, Caminhos para inovação cívica no setor público e Urbanismo e mapeamentos colaborativos, engajamento cívico e laboratórios urbanos.

Na abertura do evento a diretora da Agência de Curitiba/Vale do Pinhão, Cris Alessi, falou sobre o ecossistema de inovação de Curitiba e que ações podemos realizar como participantes do movimento de hackers cívicos e incentivadores dos dados abertos públicos.

Sala Tracking flow of public money

Nas salas os participantes puderam discutir e desenvolver atividades relacionadas aos temas do ODD Curitiba 2019: Open science (Ciência aberta), Tracking flow of public money e Open mapping trabalhar no projeto ônibus.io. No evento alguns times do Code for Curitiba apresentaram projetos em andamento. Em uma das apresentações  Rafael Marques apresentou o projeto Curitiba.IO e Henrique Jacobi apresentou o projeto Ônibus.IO. O time do projeto ônibus.io também conduziu atividades de pesquisa e busca de fontes de informação em uma das salas do evento.

Open science (Ciência aberta)

Na sala Open science participaram das atividades 13 pessoas e o grupo iniciou discutindo a contextualização do conceito de dados científicos e algumas abordagens internacionais sobre o tema, a diferenciação entre dado científico e produto de pesquisa. Em seguida o grupo identificou 3 datasets, analisando suas estruturas (dado, documentação e suporte da publicação original que contextualiza os dados). Após esta atividade o grupo discutir os 8 princípios Panton que analisam a qualidade de dados abertos, e discutiu os repositórios https://www.re3data.org/ e o https://www.kaggle.com/. Como última atividade foi discutido o contexto dos dados científicos em revistas científicas, os tipos de licença autoral para dados abertos, e a dificuldade de obtenção de informação dos dados publicados na plataforma http://lattes.cnpq.br/ de currículos de pesquisadores brasileiros..

Tracking flow of public money (Rastreando o dinheiro público)

Na sala Tracking flow of public money participaram 28 pessoas. As discussões iniciais foram em eventos públicos e ações de políticas públicas que utilizam recursos públicos e como encontrar a destinação destes recursos nos documentos da prefeitura (licitações, empenhos, editais, etc). Após um bom nesta discussão, o grupo decidiu se concentrar no rastreamento das despesas com medicamentos e nos custos de transporte público. Então se iniciou a discussão com perguntas relacionadas a estas despesas. Posteriormente foi elaborado um mapa com a trilha do dinheiro para estas despesas, incluindo as fontes de informação pesquisadas. Esta trilha será melhorada pelo grupo, que se comprometeu a continuar trabalhando nestas ideias. E a conclusão final do grupo é que o engajamento do cidadão é o melhor remédio e foi resumida em uma frase:

“O Ministério da Saúde adverte:
A participação do cidadão é melhor remédio para a gestão da saúde pública.”

Open mapping (Mapeamento aberto)

Na sala Open mapping foi realizado o 1o Mapathon de Acessibilidade Urbana de Curitiba  (Mapathon – Maratona de mapeamento colaborativo). A atividade consistiu no levantamento de informações em campo de cerca de 800 metros de calçadas, por equipe, no entorno do local do evento. Com auxílio de aplicativos móveis, deveriam ser coletadas situações ligadas a problemas de acessibilidade, com coordenadas, fotos e vídeos. O checklist de verificação tem 18 itens tais como calçada irregular, rampa de acessibilidade irregular ou inexistente, buraco nas vias. Depois da coleta, os dados brutos foram editados usando o software livre QGIS, gerando os mapas unificados finais que foram disponibilizados à comunidade via um mapa online (https://goo.gl/UWezNK). Foram levantados 39 problemas de acessibilidade no entorno.

Mapa unificado com os resultados do mapeamento da acessibilidade das calçadas

ônibus.io

Na sala do projeto Ônibus.IO participaram 8 pessoas. A iniciativa criada em 2019 e mantida pelo grupo Code for Curitiba tem como objetivo ser um agregador de dados relacionados ao transporte público da cidade de Curitiba. A disponibilização de forma fácil e aberta propicia melhor experiência aos usuários da rede pública na busca de informações assim como para desenvolvedores que buscam se beneficiar dos dados agregados pela plataforma  e serviços disponibilizados por terceiros.

infográfico do projeto ônibus.io

Entre seus objetivos: encontrar e integrar dados, indicar alternativas e serviços, melhorar a acessibilidade e gerar diferentes formatos para o consumo das informações públicas sobre o sistema de ônibus de Curitiba.

No evento os líderes do projeto, Guilherme e Henrique, apresentaram o projeto, levantaram questões e os participantes discutiram caminhos para identificar as respostas. Fizeram uma pesquisa exploratória dos serviços públicos e privados, extraíram dados e estudaram o web service disponibilizado pela URBS (Urbanização de Curitiba S/A). Criaram uma tabela comparativa para identificação de linhas em diferentes serviços e codificaram em PHP+HTML uma visualização de horários. Ao final, aproveitaram para retomar o desenvolvimento e integração com o projeto Kartão, desenvolvido no Code for Curitiba em 2016, que apresenta os pontos de venda e recarga do cartão do transporte público.

Mais informações e colaboração no GitHub do Code for Curitiba
https://github.com/CodeForCuritiba/onibus-io

Resultados

O Open Data Day Curitiba nos anos anteriores foi também realizado pelo Code for Curitiba. O ODD de 2019 foi maior em participação do público e em atividades realizadas. Entre os resultados obtidos neste ano destacam-se os resultados diretos.

Um grupo formado para discutir e implantar uma solução para rastrear o dinheiro público aplicado em medicamentos em Curitiba. O grupo continua ativo nas mídias sociais e pode se transformar em um grupo de trabalho. Além da proposta para rastrear os custos do transporte público na cidade.

A atividade do 1o Mapathon de Acessibilidade Urbana de Curitiba resultou em informações geolocalizadas que serão entregues ao Ippuc (Instituto de pesquisa e planejamento urbano de Curitiba) demonstrando como é possível utilizando a tecnologia envolver a população no planejamento urbano colaborativo com o mapeamento de informações da cidade.

O projeto ônibus.io recebeu valiosas contribuições dos participantes e passou a contar com novos colaboradores. Todos os projetos em desenvolvimento no Code for Curitiba são realizados por voluntários.

As discussões no tema dados de pesquisa abertos iniciadas no ODD 2018 avançaram e contam agora com um grupo maior de colaboradores. Verificou-se também que há vários pesquisadores das universidades baseadas em Curitiba que estão estudando o tema, com dissertações e teses em desenvolvimento.

E, por fim, a avaliação pelos participantes considerou o evento positivo para entender os desafios existentes para se trabalhar com dados abertos e que a integração de dados ainda requer um grande trabalho. Os participantes do mapeamento colaborativo gostaram da ideia de utilizar dados georeferenciados para a melhoria da cidade. Todos foram unânimes em afirmar que gostariam de continuar nas atividades propostas pelo ODD 2019, gostariam de receber mais informações e considera estas atividades importantes e de grande impacto para a cidade e para a compreensão da cidadania efetiva.

O Open Data Day Curitiba 2019 foi realizado na sede Paula Gomes da FIEP. É uma sede que foi reformada para virar um centro de treinamento e este foi o primeiro evento realizado após a reforma. Foi um evento gratuito, e neste ano, com duas parcerias importantes para o sucesso do evento: Open Knowledge Foundation com um mini grant de US$ 300 para o qual submetemos uma proposta e fomos selecionados, e DePropósito Comunicação de Causas, da Ester Athanásio que cuidou da nossa divulgação.

O ODD Curitiba 2019 teve 61 pessoas participando, em 4 salas e assistindo as palestras no auditório. A programação de palestras contou com a colaboração de 11 convidados que falaram 15 minutos com o público, nos assuntos acesso e reuso de dados científicos, dados abertos de gastos públicos em formatos acessíveis, ciência aberta: Repositório de dados científico de pesquisa, Mapeamento colaborativo, Educação aberta e tecnologia educacional aberta, Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados, Sistemas de informação para transporte público, Uso da metodologia de City Information Modeling para o planejamento urbano, Transparência e controle social, Caminhos para inovação cívica no setor público e Urbanismo e mapeamentos colaborativos, engajamento cívico e laboratórios urbanos.

Na abertura do evento a diretora da Agência de Curitiba/Vale do Pinhão, Cris Alessi, falou sobre o ecossistema de inovação de Curitiba e que ações podemos realizar como participantes do movimento de hackers cívicos e incentivadores dos dados abertos públicos.

Nas salas os participantes puderam discutir e desenvolver atividades relacionadas aos temas do ODD Curitiba 2019: Open science (Ciência aberta), Tracking flow of public money e Open mapping trabalhar no projeto ônibus.io. No evento alguns times do Code for Curitiba apresentaram projetos em andamento. Em uma das apresentações  Rafael Marques apresentou o projeto Curitiba.IO e Henrique Jacobi apresentou o projeto Ônibus.IO. O time do projeto ônibus.io também conduziu atividades de pesquisa e busca de fontes de informação em uma das salas do evento.

Open science (Ciência aberta)

Na sala Open science participaram das atividades 13 pessoas e o grupo iniciou discutindo a contextualização do conceito de dados científicos e algumas abordagens internacionais sobre o tema, a diferenciação entre dado científico e produto de pesquisa. Em seguida o grupo identificou 3 datasets, analisando suas estruturas (dado, documentação e suporte da publicação original que contextualiza os dados). Após esta atividade o grupo discutir os 8 princípios Panton que analisam a qualidade de dados abertos, e discutiu os repositórios https://www.re3data.org/ e o https://www.kaggle.com/. Como última atividade foi discutido o contexto dos dados científicos em revistas científicas, os tipos de licença autoral para dados abertos, e a dificuldade de obtenção de informação dos dados publicados na plataforma http://lattes.cnpq.br/ de currículos de pesquisadores brasileiros..

Tracking flow of public money (Rastreando o dinheiro público)

Na sala Tracking flow of public money participaram 28 pessoas. As discussões iniciais foram em eventos públicos e ações de políticas públicas que utilizam recursos públicos e como encontrar a destinação destes recursos nos documentos da prefeitura (licitações, empenhos, editais, etc). Após um bom nesta discussão, o grupo decidiu se concentrar no rastreamento das despesas com medicamentos e nos custos de transporte público. Então se iniciou a discussão com perguntas relacionadas a estas despesas. Posteriormente foi elaborado um mapa com a trilha do dinheiro para estas despesas, incluindo as fontes de informação pesquisadas. Esta trilha será melhorada pelo grupo, que se comprometeu a continuar trabalhando nestas ideias. E a conclusão final do grupo é que o engajamento do cidadão é o melhor remédio e foi resumida em uma frase:

“O Ministério da Saúde adverte:
A participação do cidadão é melhor remédio para a gestão da saúde pública.”

Open mapping (Mapeamento aberto)

Na sala Open mapping foi realizado o 1o Mapathon de Acessibilidade Urbana de Curitiba  (Mapathon – Maratona de mapeamento colaborativo). A atividade consistiu no levantamento de informações em campo de cerca de 800 metros de calçadas, por equipe, no entorno do local do evento. Com auxílio de aplicativos móveis, deveriam ser coletadas situações ligadas a problemas de acessibilidade, com coordenadas, fotos e vídeos. O checklist de verificação tem 18 itens tais como calçada irregular, rampa de acessibilidade irregular ou inexistente, buraco nas vias. Depois da coleta, os dados brutos foram editados usando o software livre QGIS, gerando os mapas unificados finais que foram disponibilizados à comunidade via um mapa online (https://goo.gl/UWezNK). Foram levantados 39 problemas de acessibilidade no entorno.

ônibus.io

Na sala do projeto Ônibus.IO participaram 8 pessoas. A iniciativa criada em 2019 e mantida pelo grupo Code for Curitiba tem como objetivo ser um agregador de dados relacionados ao transporte público da cidade de Curitiba. A disponibilização de forma fácil e aberta propicia melhor experiência aos usuários da rede pública na busca de informações assim como para desenvolvedores que buscam se beneficiar dos dados agregados pela plataforma  e serviços disponibilizados por terceiros.

Entre seus objetivos: encontrar e integrar dados, indicar alternativas e serviços, melhorar a acessibilidade e gerar diferentes formatos para o consumo das informações públicas sobre o sistema de ônibus de Curitiba.

No evento os líderes do projeto, Guilherme e Henrique, apresentaram o projeto, levantaram questões e os participantes discutiram caminhos para identificar as respostas. Fizeram uma pesquisa exploratória dos serviços públicos e privados, extraíram dados e estudaram o web service disponibilizado pela URBS (Urbanização de Curitiba S/A). Criaram uma tabela comparativa para identificação de linhas em diferentes serviços e codificaram em PHP+HTML uma visualização de horários. Ao final, aproveitaram para retomar o desenvolvimento e integração com o projeto Kartão, desenvolvido no Code for Curitiba em 2016, que apresenta os pontos de venda e recarga do cartão do transporte público.

Resultados

O Open Data Day Curitiba nos anos anteriores foi também realizado pelo Code for Curitiba. O ODD de 2019 foi maior em participação do público e em atividades realizadas. Entre os resultados obtidos neste ano destacam-se os resultados diretos.

Um grupo formado para discutir e implantar uma solução para rastrear o dinheiro público aplicado em medicamentos em Curitiba. O grupo continua ativo nas mídias sociais e pode se transformar em um grupo de trabalho. Além da proposta para rastrear os custos do transporte público na cidade.

A atividade do 1o Mapathon de Acessibilidade Urbana de Curitiba resultou em informações geolocalizadas que serão entregues ao Ippuc (Instituto de pesquisa e planejamento urbano de Curitiba) demonstrando como é possível utilizando a tecnologia envolver a população no planejamento urbano colaborativo com o mapeamento de informações da cidade.

O projeto ônibus.io recebeu valiosas contribuições dos participantes e passou a contar com novos colaboradores. Todos os projetos em desenvolvimento no Code for Curitiba são realizados por voluntários.

As discussões no tema dados de pesquisa abertos iniciadas no ODD 2018 avançaram e contam agora com um grupo maior de colaboradores. Verificou-se também que há vários pesquisadores das universidades baseadas em Curitiba que estão estudando o tema, com dissertações e teses em desenvolvimento.

E, por fim, a avaliação pelos participantes considerou o evento positivo para entender os desafios existentes para se trabalhar com dados abertos e que a integração de dados ainda requer um grande trabalho. Os participantes do mapeamento colaborativo gostaram da ideia de utilizar dados georeferenciados para a melhoria da cidade. Todos foram unânimes em afirmar que gostariam de continuar nas atividades propostas pelo ODD 2019, gostariam de receber mais informações e considera estas atividades importantes e de grande impacto para a cidade e para a compreensão da cidadania efetiva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *